Dos recomeços

28 fevereiro 2016


Há um tempo atrás, apaguei tudo deste blog. Podia ter apenas revertido para rascunho o que tinha publicado, mas decidi que não havia mais tempo para isso. Afinal, cheia de hesitações já era a minha vida e eu não precisava mais disso. Precisava de segurança, de parar de recordar todo o passado e de recomeçar. Fi-lo comigo e o blog acompanhou, ao mesmo tempo, todo esse processo, tornando-o em algo ainda mais especial para mim.

Sei que com ele foram coisas muito boas, mas isso permitiu-me ficar com coisas ainda melhores. É justo deixar para trás algumas coisas para que outras melhores venham, não é? Foi exatamente o que eu fiz. Numa altura em que me sentia perdida comigo mesma e com os meus pensamentos, isto foi o que me pareceu melhor e agora, passados quase dois meses, tenho a confirmação: recuperei um coração ferido por mim mesma. Afinal, parecendo que não, é muito fácil deixar-mo-nos levar por pensamentos negativos e desacreditar naquilo que somos capazes de fazer.

Não me tornei invencível, nem quero ser. Continuo frágil como era. Ainda tenho pensamentos negativos. O que mudou, realmente, foi a atitude. Passei a acreditar em tudo o que era capaz de fazer e mudar e isso faz-me abafar, todos os dias, a carga negativa que paira constantemente sobre mim. Hoje sou quase tudo o que já fui e não queria perder. Quase. A luta não acabou, nem nunca vai acabar. Falta pouco para chegar onde quero, mas sei que todos os dias são uma vitória gigante. E eu mereço-a. 

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